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Coronavírus

Clínica particular no Estado compra vacinas e só espera a liberação da Anvisa

A vacinação contra a Covid-19 na rede privada pode estar mais perto de se tornar realidade. No Estado, uma clínica particular comprou doses de uma ...

Clínica particular no Estado compra vacinas e só espera a liberação da Anvisa
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A vacinação contra a Covid-19 na rede privada pode estar mais perto de se tornar realidade. No Estado, uma clínica particular comprou doses de uma vacina e só aguarda a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a importação e, consequentemente, dar início à imunização.

Cada clínica privada podia comprar um mínimo de duas mil doses da vacina. O teto estabelecido era de 400 mil doses.

O martelo para a compra da Covaxin, desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech, foi batido pela SIS Vacinas na última terça-feira. A clínica tem quatro unidades no Estado: Santa Lúcia e Jardim Camburi, na capital; Praia da Costa, em Vila Velha, e Vitória Apart Hospital, na Serra.

O diretor administrativo da rede, Erley Valentim, explicou que não é possível dar muitos detalhes, como quantidade de doses ou valores, já que é preciso respeitar os termos de confidencialidade firmados com a empresa.

“Posso dizer que a gente adquiriu uma certa quantidade de vacinas, mais que a cota mínima (de duas mil doses), mas só vamos começar a pensar em fila de espera quando houver a aprovação definitiva pela Anvisa”.

Erley Valentim confirmou a compra da vacina indiana  por clínica capixaba que tem unidades na Grande Vitória (Foto: Kadidja Fernandes/ AT)

Se aprovada, a clínica pretende fazer também a imunização domiciliar, caso o cliente opte por esse serviço, sem custo adicional, segundo Erley. “A gente espera a aprovação pela Anvisa, mas não temos o menor interesse que essa vacina venha primeiro para a rede privada sem antes ser disponibilizada pela rede pública”.

A Precisa Medicamentos, que representa o laboratório indiano no Brasil, anunciou na quarta-feira o termo de cooperação científica com o Instituto Israelita Albert Einstein de Ensino e Pesquisa para realizar, no País, os estudos de fase 3 da vacina Covaxin.

Os testes, com três mil voluntários, devem começar em março, com previsão para resultado em maio.

A mudança de regra da Anvisa, anunciada na última quarta, elimina a necessidade de ensaios clínicos brasileiros para o uso emergencial, mas exige a apresentação de dados dessa última etapa, ainda que feita no exterior, para a concessão de qualquer registro de uso.

Saiba mais

A vacina

  • A Covaxin é uma vacina contra Covid-19 desenvolvida a partir de vírus inativados. Está na fase 3 de testes na Índia, etapa em que a eficácia é verificada.
  • Os primeiros estudos clínicos mostraram que o imunizante não gera efeitos colaterais graves e produz anticorpos para a Covid-19.

Aquisição

  • Recentemente, a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) anunciou acordo para a aquisição de 5 milhões de doses da vacina indiana contra a Covid-19 por clínicas privadas do Brasil: a Covaxin, desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech.
  • No Estado, a SIS Vacinas, que tem quatro unidades e oferece o serviço domiciliar, comprou doses da Covaxin, mas aguarda a liberação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Limite de doses

  • Cada clínica particular podia comprar um mínimo de duas mil doses da vacina, destinadas, a princípio, para maiores de 18 anos. O teto estabelecido era de 400 mil doses.

Preço

  • Os valores unitários (sem impostos) partem de US$ 32,71 (R$ 176) para as instituições que comprarem acima de 100 mil vacinas.
  • O investimento aumenta gradualmente conforme as aquisições são reduzidas. Por exemplo: US$ 34,33 (R$ 184,69) entre 50.001 e 100 mil doses; US$ 36 (R$ 193,68) para encomendas de 12.001 a 50 mil; US$ 38 (R$ 204,44) para lotes de 7.201 até 12 mil doses; e US$ 40,78 (R$ 219,39) por unidade para as instituições que adquirirem entre 2 mil e 7,2 mil.

Pagamento para reserva

  • Para reservar as vacinas, as clínicas pagaram 10% do montante do contrato firmado, e o aporte pode ser devolvido caso a fórmula não seja validada pela Anvisa.
  • Além desse sinal, as clínicas deverão pagar 50% do valor do contrato quando a Anvisa liberar o uso e a importação da Covaxin, e os demais 40% no momento da entrega do produto.

Teste

  • O Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein deve começar, no mês que vem, no País, o teste da fase 3 da vacina Covaxin, em um período de 45 a 90 dias. A previsão para o resultado é maio.

Voluntários

  • Serão em torno de 3 mil voluntários testados em cinco centros de referência. Os locais em que a vacina será testada ainda não foram determinados.
  • Os voluntários não precisam ser profissionais de saúde, apenas maiores de 18 anos, sem histórico da Covid-19. Serão aplicadas duas doses da vacina, com intervalo de 28 dias.

Estudos

  • A Covaxin teve estudos da fase 1 publicados em revista científica, mas os testes de eficácia (fase 3 do estudo) ainda não foram divulgados.
  • A Índia autorizou a aplicação da Covaxin, que começou em 16 de janeiro.

Fonte: Agência Globo, Valor Econômico e Agência Brasil.

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