
A locação de curta temporada — chamada popularmente de Airbnb — fez crescer a oferta de imóveis residenciais da tipologia 1 quarto, aponta o diretor de Economia e Estatística do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-ES), Eduardo Borges.
O aumento foi de 91,33% quando comparado ao primeiro semestre de 2025, saindo de 1.637 para 3.132 unidades em produção.
De acordo com Borges, o fenômeno é uma consolidação do “short stay” como modelo de negócio para investidores imobiliários.
“Até cinco anos atrás quase ninguém fazia Airbnb nos seus imóveis. Já tinha morador de quarto e sala, para os idosos divorciados e jovens. O que não existia era tecnologia para fomentar esse mercado de curta estadia. Isso é possível (agora) por conta das tecnologias e pelo entendimento do Poder Judiciário, onde existe uma pacificação muito clara”, comenta.
O entendimento do Judiciário brasileiro que facilitou esse mercado é a de que caso o modelo de curta estadia esteja previsto em convenção condominial, fica permitido.
Para ele, o Airbnb veio facilitar a oferta para uma demanda que já existia, mas não havia produto para convergir com a necessidade dos clientes desse segmento.
Censo Imobiliário
O 47º Censo Imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-ES), divulgado nesta quarta (30), revelou que quatro cidades da Grande Vitória vão receber pelo menos 20.768 imóveis residenciais a partir deste ano.
O censo também apresenta a quantidade de imóveis livres para a venda. São, ao todo, 5.750 unidades disponíveis atualmente, considerando os imóveis em construção e já entregues. O valor corresponde a 27,2% dos imóveis lançados pelas construtoras.
Esse cenário, segundo Borges, reflete um comportamento saudável do mercado. “O número de 72,8% vendidos está muito próximo da série histórica. Isso evidencia que o empresariado está olhando o mercado. Se o mercado ver que está caindo muito, próximo a 60%, ele prefere esperar (para lançar mais)”, explica.