Vídeos compartilhados pela família de Juliana Marins, de 27 anos, nas redes sociais mostram os últimos momentos da jovem durante a trilha no Monte Rinjani, na Ilha de Lombok, na Indonésia.
Nas imagens, ela aparece ao lado de uma outra turista comentando sobre a longa caminhada e a frustração de chegar ao local e não ser possível contemplar a paisagem por conta da neblina.
Juliana Marins caiu enquanto fazia uma trilha próxima de um vulcão. Ela foi encontrada morta nesta terça-feira, 24. O acidente ocorreu no sábado, 21, pelo horário local, ainda noite de sexta-feira, 20, no Brasil. Ela ficou quase quatro dias à espera de um resgate. O corpo dela ainda não foi retirado do local.
Família embarca para Bali
Por meio do seu perfil no Instagram, na manhã desta terça-feira, o pai de Juliana, Manoel Marins, informou que estava embarcando para Bali.
Ele decidiu viajar rumo à Indonésia para acompanhar a operação no local. Na segunda-feira, 23, enfrentou dificuldades em Lisboa, em Portugal. Isso porque para chegar até a Indonésia o voo precisa passar por Doha, no Catar, mas o aeroporto de lá estava fechado por causa dos ataques do Irã.
Fechamento do parque
Para colaborar com a operação de resgate e manter a segurança dos visitantes, o Parque Nacional do Monte Rinjani anunciou que a rota para o pico Rinjani foi temporariamente fechada.
“Solicitamos a compreensão e cooperação de todas as partes para a suavidade destes esforços humanitários. Informações oficiais sobre a abertura do caminho serão comunicadas por meio do canal de comunicação do Parque Nacional Monte Rinjani”, informou por meio de publicação no perfil do parque no Facebook.
O Parque Nacional do Monte Rinjani também informou sobre a dificuldade de acesso. “O helicóptero não pode acessar a parte de cima, devido a problemas climáticos”, publicou.
A operação de resgate é conduzida pela Agência Nacional de Busca e Salvamento da Indonésia (Basarnas) e também conta com o apoio de diversas equipes como o Escritório de Busca e Salvamento de Mataram, que tem publicado informações também sobre os trabalhos de busca e resgate.
Também na segunda-feira, o perfil criado pela família destacou que a equipe de resgate havia descido 400 metros. Mas estimavam que a localização de Juliana ainda era de 650 metros de distância. Ela acabou deslizando mais, estando mais longe do que estimaram anteriormente.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, pediu ao alto escalão do governo indonésio reforços no trabalho de resgate da turista brasileira.
Conforme a pasta, desde que foi acionada pela família da turista, a embaixada do Brasil em Jacarta, capital do país asiático, mobilizou as autoridades locais para o envio de equipes de resgate para a área do vulcão.