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Cláudio Humberto

Relatório da reforma será votado no próximo dia 18

O governo trabalha com a data limite de 18 de junho para a votação da proposta de emenda à Constituição da reforma da Previdência na comissão ...

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  • Comissão especial da Câmara votará em 18 de junho o relatório da PEC da reforma da Previdência.
  • Após a aprovação na comissão, a PEC deve ser analisada no plenário até 18 de julho.
  • A articulação da reforma está a cargo da equipe técnica do Ministério da Economia, com apoio de 320 a 330 deputados.
  • O Centrão condiciona seu voto ao crédito suplementar de R$ 248,9 bi, exigindo uma “super emenda” de 1 % (R$ 2,48 bi).

O governo trabalha com a data limite de 18 de junho para a votação da proposta de emenda à Constituição da reforma da Previdência na comissão especial que analisa o texto na Câmara.

A partir dessa votação na comissão, a estimativa é de que em até um mês, até 18 de julho, a PEC seja analisada no Plenário da Câmara. Ao contrário de outras propostas do governo, a articulação da reforma da Previdência está sendo conduzida pela equipe técnica do Ministério da Economia.

Mínimo de 308

Segundo estimativas do próprio governo federal, já existem votos suficientes para aprovar a reforma da Previdência na Câmara.

Estimativa e os otimistas

O governo estima ter entre 320 e 330 votos na Câmara dos Deputados a favor da reforma da Previdência. Há estimativas até mais folgadas.

Cada voto, uma exigência

A maior dificuldade que o governo enfrenta na articulação da reforma é que cada voto vem com suas próprias exigências.

Centrão exige R$ 2,5 bi para aprovar crédito extra

Dirigente do PP, de um dos partidos do “Centrão”, fez chegar ao Palácio do Planalto a condição do grupo partidário para aprovar o crédito suplementar de R$ 248,9 bilhões, para fazer face às despesas obrigatórias (salários dos servidores, por exemplo). O Centrão condiciona seu apoio ao projeto à garantia de liberação de uma “super emenda parlamentar” equivalente a 1% da quantia (R$ 2,48 bilhões). No rateio, cada deputado e senador teriam créditos de R$ 4,2 milhões.

Não é mensalão

Os políticos do Centrão fizeram questão de esclarecer que não se trata de “mensalão”, nem de dinheiro na mala, mas de uma “emenda extra”.

Investimento na base

Como nas emendas, os R$ 4,2 milhões reservados a cada parlamentar seriam investidos em obras e programas de suas bases eleitorais.

Eles têm votos

Ainda que não controle 100% dos seus integrantes, os partidos do Centrão somam 249 deputados federais. Só PP, MDB e PTB têm 84.

Novo é diferente

O Novo divulgou comparação de gastos de Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Marília Arraes (PT-PE). Além de gastar sem piedade R$ 336 mil, quase o triplo do líder do Novo, a deputada usa imóvel funcional.

Malas prontas

Grupos de WhatsApp de tucanos dão como certa a saída do senador Tasso Jereissati (CE) do PSDB. A velha guarda está indócil com a ascensão de Bruno Araújo, aliado do governador João Doria.

Mão leve no Senado

Um “bafão” tomou conta da Consultoria Legislativa do Senado. Isso por causa do desaparecimento do moinho da máquina de café. Um grupo pediu as filmagens para descobrir quem sumiu com o equipamento.

Centrão, não. Centrinho

Podemos, Avante, Cidadania e Pros criaram um grupo de centro informal na Câmara. Têm votado em muitos projetos de interesse do governo, mas fazem questão de não participar de reuniões do Centrão.

Carros em alta

Segundo levantamento da Anfavea, a produção de carros cresceu 5,3% entre janeiro e maio deste ano, em relação a 2018. Além disso, o número de veículos licenciados cresceu 12,5% no mesmo período.

O “maior erro”

José Dirceu diz que o “maior erro” do PT foi não haver “regulamentado” a mídia, como na Venezuela, que destruiu a imprensa livre. Nem se dá conta do roubo ao País, o que o levou e a seu chefe Lula à prisão.

Prelúdio da folga

Presidente da comissão da reforma, Marcelo Ramos (PL-AM) diz que o feriado de Corpus Christi, quinta (20), e o São João ameaçam adiar a votação. Para essa turma, folga é mais importante que o futuro do País.

Pensando bem…

…em junho, chegando julho, a tensão pré-reforma da Previdência não é maior que a expectativa da rapaziada pelo recesso parlamentar.

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