A eleição surpreendente dos novatos Fabiano Contarato e Marcos Do Val ao Senado, desbancando os senadores Ricardo Ferraço e Magno Malta trazem algumas lições.
Primeiro que não se pode cantar vitória antes do tempo. Quando Amaro Neto foi rifado na disputa ao Senado e desceu para a Câmara Federal, o mercado político classificou como “fácil” a reeleição dos senadores. Foram rifados outros nomes para que os dois ficassem numa posição confortável.
Segundo, que nem sempre ter um “mandato para mostrar” é suficiente. A relatoria de Ricardo na reforma trabalhista parece ter pesado contra, assim como a “ausência” de Malta nas pautas e campanhas locais. Terceiro, o desejo de renovação, pelo menos no Legislativo, ainda impera. Foram 100% de renovação no Senado, 50% na Câmara Federal e 50% na Assembleia. E isso pode influenciar na corrida presidencial.
Superou Casagrande
A votação de Contarato ao Senado superou a de Casagrande ao governo. Contarato teve 1.117.036 votos, contra 1.072.224 votos de Casagrande.
No mercado político ele se cacifa até para uma futura disputa ao governo. O prefeito Audifax Barcelos, que entrou de corpo e alma na campanha de Contarato, uma certeza já tem: “Daqui a dois anos tem mais!”.
Cabo eleitoral: o marido
Se o senador Magno Malta e deputado federal Carlos Manato não se deram bem nas urnas, suas mulheres conseguiram chegar lá.
A cantora Lauriete Rodrigues, mulher do senador, foi eleita deputada federal com 51.983 votos e a médica Soraya Manato, que entrou de última hora no lugar do marido, foi eleita com 57.741 votos.
Haja unha!
A apuração dos votos no Estado começou às 17h, mas os primeiros resultados só foram divulgados no sistema e acompanhados em tempo real a partir das 17h25. Uma ansiedade e tanta para candidatos que já estavam desde às 16h30 roendo unhas e aguardando os resultados.
Petista deixa Rose para trás
A candidata ao governo Jackeline Rocha ficou em 3º lugar na eleição com 142.654 votos. Ela terminou à frente da senadora Rose de Freitas, que começou a campanha, segundo pesquisas de intenção de voto, em 2º lugar mas terminou em 4º, com 105.754 votos.
Nos últimos dias, Jackeline se esforçou para mostrar que sua candidatura não era apenas para dar palanque aos parlamentares.
De último a primeiro: Majeski triplicou votação
O deputado Sergio Majeski, que em 2014 foi o último colocado em número de votos (12.007), que passou seu 1º mandato sem conseguir aprovar boa parte dos seus projetos por questões políticas, que por muito tempo foi uma voz isolada de oposição ao governo estadual, que recuou de disputar ao Senado quando percebeu que seria rifado pelo nome do senador Ricardo Ferraço, agora é reeleito o deputado mais votado do Estado com 47.015 votos.
Vitória que inspira
O agora candidato a deputado federal Felipe Rigoni, que foi o segundo mais votado com 84.405 votos à Câmara, representa também uma vitória da inclusão. Ele é o 1º deficiente visual deputado do País.
Das dificuldades do voto
Embora a Ceturb tenha dito que houve reforço nas linhas de ônibus, muitos passageiros reclamaram do tempo de espera nos pontos, principalmente na Serra. Teve quem esperou cerca de 30 minutos.
O primeiro e o último
Dores do Rio Preto foi o 1º município a terminar a apuração dos votos. Itapemirim foi o último.
A resposta
E a greve da PM no Estado fez bancada na Assembleia.
Vai ser guerra!
Por apoio aos presidenciáveis.
Quem diria…
E Cabo Daciolo terminou em 6º lugar, à frente de Meirelles e Marina.
(coluna publicada em 08/10/2018)
