O decreto do governador Renato Casagrande que obriga os municípios a devolverem recursos de convênios assinados com o ex-governador Paulo Hartung ainda não é um ponto pacífico entre os prefeitos e pode influenciar na escolha do próximo comando da Amunes – a eleição será em março.
Ontem, representantes de mais de 30 municípios se reuniram na Amunes e decidiram criar uma comissão para tratar com o governo, já que o prazo para devolução das verbas se encerra na quinta-feira. A maioria é contra devolver os recursos, mas o prefeito de Viana, Gilson Daniel, é a favor e já até devolveu o que foi destinado ao seu município na última sexta-feira.
Gilson fez questão de participar da comissão e da reunião com o governo ontem, embora o presidente da Amunes, Guerino Zanon, seguido por alguns prefeitos, tenha tentado barrá-lo, alegando que ele não estava alinhado à maioria. Há quem diga que ontem começou, pra valer, a disputa pela Amunes.
G-8 na negociação
Oito prefeitos fazem parte da comissão que ontem se reuniu com os secretários Tyago Hoffmann (Governo) e Davi Diniz (Casa Civil), além do procurador-geral do Estado, para tratar dos convênios.
“Confio do governador e recomendei a todos que fizessem o mesmo”, disse Gilson Daniel. O governo deve dar retorno hoje aos prefeitos.
Mais candidatos
O deputado estadual Hércules Silveira (MDB) e o presidente da Câmara de Vila Velha, Ivan Carlini (DEM), afirmam que também irão disputar a Prefeitura de Vila Velha em 2020.
Eles estão tentando se viabilizar, junto aos seus partidos, para concorrerem. Em 2016, Hércules até tentou ser escolhido pela legenda, mas não teve sucesso.
Os disciplinados
O deputado José Esmeraldo discursou ontem na sessão extraordinária que aprovou o Orçamento e disse que está tendo uma nova postura. “Eu não era muito disciplinado, mas agora estou. Não só eu, mas também o Euclério (Sampaio) e o Enivaldo (dos Anjos)”. Discurso terminou sem gritos.
Anistia a PMs corta as férias dos deputados
O governador Renato Casagrande explica hoje, em coletiva de imprensa, o teor do projeto que encaminha para a Assembleia para anistiar as penalidades e procedimentos administrativos dos policiais envolvidos na greve da PM de 2017.
Foram convocadas duas sessões extraordinárias sob o protesto de alguns deputados que estão tendo as férias interrompidas.
Único voto contra Orçamento veio da base aliada
Como já era previsto, a nova peça orçamentária, no valor de R$ 17,7 bilhões, foi aprovada ontem pelos deputados estaduais em poucos minutos, sem muitos debates, acatando as emendas individuais e rejeitando as modificações ao Orçamento. A surpresa ficou por conta do único voto contrário à peça: do deputado Sergio Majeski (PSB), que é da base do governador Renato Casagrande (PSB). Ele teve emenda rejeitada e justificou que não concorda com a “não aplicação correta dos 25% na Educação”.
Previsão de esmeraldo
O deputado José Esmeraldo está só observando o colega de plenário. E faz suas previsões: “Não dou dois meses para o Majeski ir para a oposição”.
Tá filmando?
“Estamos num BBB, com todo mundo querendo aparecer”. Do deputado Enivaldo dos Anjos sobre o procurador Deltan Dallagnol que criticou lei aprovada na Assembleia que dá superpoderes ao chefe do MP-ES.
Desconheço
O Clube dos Oficiais da PM disse desconhecer a proposta que será votada na Assembleia e que concede anistia a PMs. Questionada, a associação disse que não foi consultada.
Disputa já começou
Pelo menos três prefeitos já começaram a disparar telefonemas a outros gestores pedindo voto para tentar se viabilizar na disputa ao comando da Amunes, que será em março.