A expectativa de aliados do presidente eleito Jair Bolsonaro é que o Estado saia da posição de “patinho feio” da federação e tenha proeminência no novo governo, a começar em janeiro.
Para isso, se baseiam em dois pontos: um foi a votação robusta (63,06% dos votos válidos) que o capitão recebeu em terras capixabas. Afinal, nas últimas votações, o Espírito Santo, com seus 2.754.749 eleitores, sempre se colocou contrário ao governo eleito. Em 2014, por exemplo, o candidato Aécio Neves, que perdeu a eleição para a ex-presidente Dilma Rousseff, venceu no Estado com 53,85% dos votos.
O segundo ponto é a ligação com o senador Magno Malta e com o deputado federal Carlos Manato, considerados aliados de primeira hora. Malta tem lugar garantido no Palácio do Planalto e Manato disse que vai brigar por pautas locais. “Vou brigar pela ferrovia da Vale até o Rio e para tirar os armazéns da Conab de Jardim da Penha. Não preciso de cargo para isso”.
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Ainda engasgado
O deputado federal Carlos Manato alfinetou o governador Renato Casagrande que disse em entrevista publicada ontem que vai aguardar um sinal do presidente eleito e que não vai mendigar, mas exigir o direito dos capixabas. “Ele faz o que ele quiser, mas eu não vou ficar esperando sinal do presidente, eu vou brigar independentemente dele”.
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“Torci muito por ele”
O governador eleito Renato Casagrande (PSB) disse que torceu muito pelo correligionário Márcio França, que disputou o governo de São Paulo e perdeu para o ex-prefeito João Dória. “Olha, eu torci muito pelo França, nosso companheiro que ficou por uma beiradinha ali, mas torci muito por ele.
Avalio que em São Paulo a eleição foi muito disputada”.
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Maioria não votou em Bolsonaro
O presidente eleito Jair Bolsonaro teve 57.797.847 votos, o que correspondeu a 55,13% dos votos válidos.
Mas a soma dos votos em Fernando Haddad (47.040.906), dos votos em branco (2.486.593), dos votos nulos (8.608.105) e das abstenções (31.371.704) chega a 89.507.308 eleitores.
Mais um motivo para o novo presidente se esforçar para unir o País.
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Romaria da gratidão
O deputado Josias da Vitória está rodando o Estado para agradecer aos 74.787 votos recebidos na disputa à Câmara Federal. Em cima de um trio elétrico, de quarta a sábado, ele tem passado pelos municípios. Nessa semana disse que vai visitar 17 cidades. Na semana passada foi a 16.
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Tribunal de Contas na mira de Majeski
O deputado Sergio Majeski criticou, na sessão de ontem da Assembleia, decisão recente do Tribunal de Contas do Estado que permite a contratação de consultorias e assessorias, até sem licitação, por parte do governo e prefeituras para atuar na recuperação de créditos tributários. A decisão não seguiu parecer contrário do Ministério Público de Contas e o voto do relator pela impossibilidade. As contratações foram o cerne das operações Derrama e Camaro.
Galeria
Sem santinhos!
Com a campanha de Bolsonaro feita praticamente pela internet, já tem político pensando em abolir totalmente os santinhos na próxima eleição (2020), que é municipal. Já estão se convencendo que a plataforma é outra e que os santinhos de papel só servem para entupir bueiro em dia de chuva forte.
Elogios
O governador Paulo Hartung participou ontem da cerimônia de expansão do projeto audiência de custódia para 21 municípios das regiões Norte e Noroeste do Estado e foi elogiado pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Sérgio Gama. Ele lamentou que Hartung não vá disputar mais eleições. “O governador é um vitorioso na vida pública”.
Quando vai terminar?
Agora a guerra na internet é de eleitores de Bolsonaro que não querem que os eleitores do PT torçam contra o futuro governo.