Após 4 dias de debates intensos, com sessões extras e em dias extras, estica e puxa de um lado, telefonemas e conversas de pé de ouvido de outro, o governo conseguiu aprovar os projetos que mexem com a carreira e as promoções dos militares.
Mas, ao contrário de outras votações até polêmicas, a margem a favor dos projetos não foi folgada. O governo precisava de ao menos 16 votos favoráveis para aprovar cada uma das duas propostas. Na 1ª teve 18 votos, mas na segunda – quando o deputado Sergio Majeski teve de se ausentar para uma agenda externa – teve 17, um voto a mais que o necessário.
Se em vez de um projeto complementar, estivesse sendo votada uma PEC, por exemplo, que precisa de no mínimo 18 votos, corria-se o risco de perder a votação. O governo sabia do risco, tanto que o chefe da Casa Civil, Davi Diniz, “acampou” na Assembleia desde segunda-feira. O grupo dos independentes, que somou 11 votos contrários ao governo, já preocupa.
O que mudou?
Alguns deputados governistas estranharam a postura dos colegas Rafael Favatto, Marcos Mansur e Hudson Leal que, alegando estar a favor da PM, votaram contra os projetos do governo que mudam a lei de promoção dos militares. O estranhamento é porque os três votaram a favor da lei atual, do governo passado e, na época, muito criticada pela corporação.
Ey, Ey, Eymael…
Começa hoje e vai até amanhã o Encontro Regional da Democracia Cristã (DC), na Câmara de Cariacica, que traz ao Estado o ex-candidato à Presidência José Maria Eymael, presidente nacional da sigla. Hoje, o evento começa às 18h. Além de falar sobre os “fortes sinais” da conjuntura política, também vai debater sobre a cláusula de barreira.
Dieta de chá de maracujá
Nos bastidores, alguns deputados têm reclamado do jeito “mais duro” do líder do governo, Enivaldo dos Anjos, se relacionar com os colegas. “Ele chama para o pau mesmo”, disse um. “É meio truculento”, disse outro. Aliados já têm pedido mais calma e temperança para o bem da governabilidade.
Sem mudanças
O PSB estadual é um dos poucos partidos que não irá passar por eleição neste ano.
A convenção do ano passado, que elegeu Luiz Ciciliotti, é válida por três anos. Como Ciciliotti renunciou para virar conselheiro e os vices-presidentes – o governador Renato Casagrande e o secretário Paulo Foletto – abriram mão do posto, o então secretário-geral Carlos Rafael virou presidente e deve continuar até ano que vem, data da próxima convenção.
Marcelo Coelho na disputa de Aracruz?
Nos bastidores, é forte a tendência de reaproximação entre o ex-prefeito Marcelo Coelho e o grupo do secretário Marcus Vicente, o que pode levar Coelho a disputar novamente a Prefeitura de Aracruz, mas dessa vez pelo partido comandado por Vicente no Estado, o Progressista (PP). Hoje, o ex-prefeito está no PDT, mas também tem convites para se filiar ao PRB, partido do amigo e presidente da Assembleia, Erick Musso.
Galeria
Agricultura na pauta
A deputada Janete de Sá, a bancada federal capixaba e representantes do setor agropecuário se reúnem hoje, às 9h, no Palácio Anchieta com o governador. Tratam da MP 871/2019, que afeta negativamente a aposentadoria rural, da PEC da Previdência e do endividamento dos agricultores.
Suspiro a rio novo do sul
O deputado federal Amaro Neto pediu prioridade ao Ministério da Saúde e Rio Novo do Sul vai receber R$ 100 mil de verba federal.
Eu que sou o pai!
O vereador de Laranja da Terra Gilson Gomes Filho disse que é dele a ação popular que resultou na decisão judicial obrigando a Cesan a fazer reparos na estação de tratamento de esgoto do município. Foram encontrados vazamentos e contaminação.
Tem pipoca?
Para assistir às brigas entre o clã Bolsonaro e a cúpula do governo…