O governador eleito Renato Casagrande (PSB) deve, logo após definir sua equipe de transição – a previsão é que anuncie na quinta –, se reunir com a nova Assembleia eleita.
Boa parte dos novos deputados foram eleitos na esteira da “onda Bolsonaro” e a maior bancada será a do PSL (4 cadeiras), partido do deputado federal Carlos Manato, que se mostrou um adversário ferrenho nos últimos dias de campanha.
“Vamos manter diálogo com todos, não vamos partir do princípio de que eles são oposição e que isso pode afetar a governabilidade. Vamos respeitar a pauta de cada um. Ainda neste ano Casagrande vai se reunir com os eleitos”, afirmou Tyago Hoffmann, que fez parte da coordenação da campanha de Casagrande e deve integrar a equipe de transição também.
Ontem, o governador Paulo Hartung definiu a equipe que fará a transição. A coordenadora será a secretária de governo Angela Silvares. A equipe ainda conta com os secretários Regis Mattos (Planejamento) e Marcos Pugnal (Transparência).
O líder preocupa?
A escolha do deputado Marcelo Santos como líder do governo Paulo Hartung na Assembleia nesse final de mandato – conforme noticiado ontem por Plenário Online –, deu voz ao mercado político de que ele pode ser uma voz de oposição a Casagrande na Assembleia, mas Tyago Hoffmann não acredita. “Temos boa relação com o Marcelo”, avaliou.
Nem (H)A, nem B
O governador eleito Renato Casagrande se reúne hoje com a Executiva nacional do PSB para decidir o posicionamento que o partido terá no 2º turno presidencial em que disputam Haddad e Bolsonaro. A tendência é que as lideranças sejam liberadas e Casagrande opte pela neutralidade. No 1º turno, o socialista apoiou o candidato Ciro Gomes.
Meus votos num Uber
Se por um lado o deputado Sergio Majeski teve uma grande vitória, com seus 47.015 votos à Assembleia, teve quem amargou uma derrota daquelas. Entre os menos votados está o candidato Mateus do Uber, que teve apenas três votos. Ou seja, seus eleitores cabem todos numa corrida de aplicativo.
Davi Esmael e a eterna briga com o Comev
O vereador de Vitória Davi Esmael ficou indignado com o parecer da Comissão de Ética da Prefeitura de Vitória que não aceitou a denúncia que fez contra a presidência do Conselho de Educação (Comev). Segundo ele, a presidente usa as redes sociais para expor sua posição ideológica sobre a educação. O vereador é defensor do projeto “Escola Sem Partido”.
Max Filho e ex-prefeitos não tiveram êxito
Nem o prefeito Max Filho com seu vice, Jorge Carreta, e nem os ex-prefeitos Neucimar Fraga e Rodney Miranda tiveram êxito na disputa pela Câmara Federal e Vila Velha ficou, de novo, sem um representante de peso em Brasília. Neucimar teve 53.787 votos e ficou na 1ª suplência. Rodney teve 42.829 votos e, Carreta, 27.884. A diferença de votos, porém, testou o capital político das lideranças já para a próxima disputa à Prefeitura, em 2020.
“We are the champions…”
Mateus do Uber, que teve apenas três votos à Assembleia, foi seguido de perto pelo candidato Jorceli (4 votos), André Luiz (9 votos) e Toninho Promoções, este com apenas 11 votos em sua freguesia eleitoral.
Emoção
Ao saber do resultado que o elegeu senador campeão de votos, a primeira pessoa que o delegado Fabiano Contarato abraçou foi o filho, de 4 anos, e chorou muito.
Sem chance aos vices
Nesta eleição, o vice e ex-vices do governador Paulo Hartung não lograram êxito. César Colnago (34.187), Ricardo Ferraço (480.122) e Lelo Coimbra (52.765) não passaram pelo teste das urnas.
Apostas do PPS
A estreante Lenise Loureiro teve 17.616 votos. Já Luiz Paulo, 10.042.
(coluna publicada em 09/10/2018)
