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Confusão de informação faz comerciantes abrirem lojas em dia errado

A informação de quais os dias destinados para cada segmento comercial voltar a reabrir causou confusão nesta segunda-feira (11) na Grande Vitória.Em ...

Loja de calçados aberta na Glória, em Vila Velha

Última atualização

A informação de quais os dias destinados para cada segmento comercial voltar a reabrir causou confusão nesta segunda-feira (11) na Grande Vitória.

Em coletiva na sexta-feira (8) e também em comunicado divulgado pelo governo do Estado, a informação inicial era a de que lojas ligadas a vestuário e cosmético poderiam abrir segunda, quarta e sexta. Já as demais, como eletrodomésticos, abririam na terça e quinta.

No entanto, no decreto publicado no sábado (9), o governo estadual informou que os dias pares seriam destinados às lojas de vestuário e os dias ímpares para os demais estabelecimentos. Como essa segunda é dia 11, ímpar, lojas de roupas e calçados estavam impedidas de abrir as portas.

No entanto, a confusão já estava feita. Com isso, muitos lojistas que não poderiam atuar de portas abertas acabaram trabalhando.

A reportagem do Tribuna Online flagrou lojas de roupas e calçados atendendo normalmente na Glória, em Vila Velha, e em Laranjeiras, na Serra, por exemplo.

Loja de calçados aberta na Glória, em Vila Velha (Foto: Fábio Nunes/AT)Uma loja de calçados disse que a equipe foi toda preparada para trabalhar nesta segunda e só depois de abrirem foram entender que não era o dia certo.

“Antes de sair de casa eu ainda vi um comunicado do governo dizendo que segunda-feira era para as lojas de vestuários e calçados, que é o nosso ramo. Por isso abrimos. Três funcionários já estavam escalados e vieram trabalhar. Não entendi nada… o governador disse que era pra gente abrir hoje. Aqui na Glória várias lojas de vestuário abriram normalmente. Todo mundo estava entendendo que podia”, declarou a responsável pela loja.

Ela explicou que está atuando no local para ajudar um parente, dono do estabelecimento, já que ele é do grupo de risco e precisa ficar em casa. “A loja está fechada desde o meio de abril. Estamos precisando abrir e, quando soubemos que podia, abrimos”, disse. Ela acrescentou que não houve nenhum tipo de fiscalização no local, reprimindo o fato de estarem funcionando.

Já na Avenida Central, em Laranjeiras, várias lojas de vestuário também estavam funcionando. Uma funcionária de loja de roupas masculinas contou que quase o estabelecimento levantou as portas.

“Eu e meus colegas de trabalho viemos trabalhar para atender ao público. Só quando chegamos aqui na loja que os administradores entraram em contato dizendo que havia uma confusão na informação e, na verdade, era para atender de portas fechadas, apenas entregando mercadorias via drive-thru para os clientes que fazem o contato pelas redes sociais”, declarou.

Ela também relatou que algumas lojas vizinhas também quase abriram, mas uma foi fazendo contato com outra para esclarecer o que estava valendo pelo decreto estadual.

Governo

O secretário de Estado de Governo, Tyago Hoffmann, disse que há um entendimento de que esses primeiros dias serão de ajustes.

“Está dentro do esperado esse tipo de confusão e estamos tratando com naturalidade. Não podemos no primeiro dia com uma regra nova sair multando quem abriu as portas. Qualquer mudança dessa magnitude pode gerar entendimentos diferentes, mas vamos nesse primeiro momento atuar em caráter educativo, de orientação”, declarou.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Lino Sepulcri, também minimizou a confusão da abertura das lojas e disse que ao longo dos dias haverá compreensão das ações.

“Houve sim conflito de informação nesse momento, mas vamos aos poucos entendendo, inclusive os clientes, para saber o que está de fato aberto naquele dia”, disse.

Sepulcri explicou que uma outra questão levantada após a divulgação do rodízio na abertura de lojas na Grande Vitória, em Fundão e Santa Teresa foi quanto aos materiais de construção, lojas de alto peças, chocolates e automóveis.

“Essas lojas já estavam permitidas de funcionar todos os dias, mas agora entraram no rodízio. O governo permitiu a liberação de algumas lojas que estavam fechadas, mas incluiu esses segmentos na escala. As pessoas e os lojistas precisam entender que mudou”, explicou.

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