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Coronavírus

Pesquisadores criticam ritmo de vacinação no País

O País não tem adquirido e aplicado as vacinas contra a Covid-19 com a rapidez necessária para proteger a população, de acordo com médicos do Estado. ...

Pesquisadores criticam ritmo de vacinação no País
- A técnica de enfermagem Iolanda Brito é a primeira pessoa no Espírito Santo

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O País não tem adquirido e aplicado as vacinas contra a Covid-19 com a rapidez necessária para proteger a população, de acordo com médicos do Estado. Segundo cálculo da BBC Brasil, mantendo o ritmo atual de vacinação, poderia levar mais de quatro anos para que o País alcance a imunidade coletiva.

“Para que a gente chegue à imunidade de rebanho, gerando um melhor enfrentamento à doença, é importante que a vacinação seja mais rápida para termos maior proporção de pessoas vacinadas”, afirmou o infectologista Paulo Peçanha. “Não podemos esperar que a infecção natural leve à diminuição dos casos”.

A técnica de enfermagem Iolanda Brito, 55, foi a primeira pessoa a receber a vacina no Estado, no último dia 18 (Foto: Eliane Proscholdt)No Espírito Santo, o especialista apontou que cerca de 1,3% da população foi imunizada. No Brasil, pouco mais de 1,5 milhão foram vacinados, o que não chega a 1% do número de habitantes. “Os cientistas estimam que a imunidade da população seria alcançada com a vacinação de cerca de 70% dos brasileiros”, completou Peçanha.

“Imunidade de rebanho” significa que, com uma certa porcentagem da população vacinada, toda a comunidade estaria segura. Isso acontece porque o vírus não encontraria indivíduos vulneráveis para dar início a uma cadeia de transmissão.

“O Brasil precisa acelerar a vacinação, para desafogar o sistema de saúde”, concordou o cardiologista Henrique Bonaldi.

“É possível que a imunidade coletiva seja alcançada com a vacinação de uma porcentagem menor que a prevista por especialistas, porque os brasileiros não respeitaram o isolamento e muitos foram contaminados. Mas, ainda assim, é urgente que todos os idosos sejam imunizados para diminuir a ocupação nos hospitais”, frisou.

“Nós já deveríamos ter utilizado pelo menos todo esse primeiro lote de 6 milhões de doses da Coronavac e da Sinovac”, analisou o epidemiologista Paulo Lotufo, em entrevista à BBC.

A epidemiologista Carla Domingues coordenou o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde por quase 10 anos. Ela acredita que o Brasil tem capacidade e profissionais suficientes para acelerar o plano de vacinação.

“Nas campanhas contra a gripe, que acontecem todos os anos, nós conseguimos imunizar 80 milhões de brasileiros em apenas 90 dias”, comparou.

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