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Nova cena do jazz capixaba renova o gênero no Espírito Santo

De projetos autorais a releituras de clássicos, nova geração capixaba explora diferentes caminhos para manter o jazz em movimento

Nova cena do jazz capixaba renova o gênero no Espírito Santo
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Foto de perfil de Flávio Carvalho

Flávio Carvalho

Formado em Jornalismo pela Faesa, atua na Rede Tribuna desde 2012, onde começou como estagiário. Já integrou a equipe de produção de pautas para a editoria de Cidades, e há mais de 8 anos cobre cultura e celebridades no jornal. Na área de assessoria de comunicação, estagiou em instituições públicas e privadas. Também atendeu artistas capixabas e festas.

Última atualização

Em um período em que Vitória tem celebrado o jazz com grandes ícones, o AT2 destaca a nova cena do Espírito Santo que tem representado o gênero norte-americano na última década.

Do recém-lançado Pirajazz ao pioneiro do jazz urbano brasileiro Joabe Reis, passando por projetos que cruzam o gênero com MPB, reggae e bossa nova, essa turma mostra que ele pode ser, antes de tudo, uma linguagem de liberdade.

Essa diversidade ajuda a explicar a geração que vem depois de nomes como Afonso Abreu Trio, Pedro de Alcântara, Chryso Rocha e Maestro Colibri, artistas que ajudaram a construir uma tradição instrumental no Estado.

“Mais do que apenas um conjunto de regras ou partituras, o jazz é uma forma de expressão e um conceito musical. Ele se baseia na atitude, na improvisação radical e no risco”, conta Gabriel Ruy, filho do renomado músico Mário Ruy.

Os novos projetos carregam repertórios que atravessam grandes nomes do gênero e da música brasileira. Miles Davis, John Coltrane, Dizzy Gillespie, Tom Jobim, João Donato e outros mestres aparecem nas referências e servem de matéria-prima para variadas interpretações.

O talento é tanto que tem levado esses artistas a palcos internacionais e grandes festivais. Joabe Reis, por exemplo, já tocou no “The Town” e no “Rock in Rio”.

Projeto e disco


“Pirajazz” não é só o nome do recém-lançado álbum, como também do quinteto encabeçado pelo baterista Eduardo Pirajá. O trabalho reúne composições próprias do artista que são inspiradas pelo jazz contemporâneo, pela música brasileira e pela improvisação.

Voz internacional


Nascida na Rússia, Daria Obraztsova mora no Estado há mais de 10 anos e faz shows de jazz com diferentes formações. Em suas apresentações, ela celebra grandes divas como Ella Fitzgerald, Carmen McRae e Sarah Vaughan.

Grandes festivais


Com passagem por grandes festivais, como o “The Town”, o cachoeirense Joabe Reis foi o primeiro trombonista a levar um show autoral para o “Rock in Rio”, em 2024. Neste mesmo ano, lançou o álbum “028”.

1ª big band de jazz


Mais de 15 instrumentistas entre 21 e 50 anos formam a Terra BrasilES Jazz Band, a primeira big band de jazz profissional do Espírito Santo.

O conjunto é conhecido por explorar as sonoridades do jazz em arranjos sofisticados de músicas brasileiras.

Releituras


Claudemir (teclado), Ronnie (bateria e voz), VT (baixo) e Iago (flauta e saxofone) são os músicos que formam o Jazzera, que faz releituras do jazz contemporâneo e versões jazzísticas para sucessos da música brasileira.

Álbum de estúdio


O cantor e pianista Pedro Ferna, 36, está à frente do projeto Ferna Jazz. No momento, além de shows em festivais e concertos, a atração se prepara para lançar seu 1º álbum de estúdio, com produção musical de Rodolfo Simor.

Mistura com o reggae!


Jazz, reggae, bossa nova e dub se misturam de forma animada nos shows do Dub’s Ruy, projeto comandado pelo guitarrista Gabriel Ruy e que há 1 ano lançou o EP “Alma Dub Brasileira”. Os músicos têm entre 22 e 40 anos.

Trio investe no autoral


Danil Junio (guitarra), Ricardo Magris (teclado) e Bruno Kalic (bateria) formam a base do Ekoá. Com 3 anos de existência, o trio une jazz norte-americano com música brasileira e planeja lançamentos autorais para 2027.



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