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Em meio a uma guerra urbana, o número de assassinatos no Estado chama a atenção: este ano, até ontem, 941 pessoas haviam perdido suas vidas de forma violenta, o equivalente a uma morte a cada oito horas.
De acordo com o painel de homicídios da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) e Polícia Civil, somente na Grande Vitória foram 507 assassinatos.
Na região Norte, por sua vez, foram 191 registros, enquanto na região Sul, 90. Entre os dias que mais acontecem os assassinatos, domingo liderou o ranking, com 168 registros.
Apenas ontem, até as 18 horas, pelo menos cinco assassinatos aconteceram. O último caso foi à tarde no bairro Zumbi dos Palmares, em Vila Velha. Militares foram ao local e encontraram a vítima, que tinha tornozeleira eletrônica, morta em cima de uma casa.
Em Cariacica, no último domingo, um casal perdeu a vida ao ter a casa invadida. Juliano Júnior Dutra da Costa, 21 anos, e Thainá Hermenegildo da Silva, 26, assistiam TV, em casa, em Novo Progresso, quando foram atingidos com vários tiros e morreram no local.
Na rua onde o casal vivia, ninguém soube falar sobre a motivação. O caso foi registrado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Vitória.
O subsecretário de Integração Institucional da Secretaria de Estado da Segurança, coronel Antonio Marcos Souza Reis, disse que a maioria dos homicídios tem como motivação o tráfico de drogas – disputa por território, vingança e acerto de contas – e o tráfico de armas.
Mas ele frisa que, apesar da quantidade de mortes, o Estado apresenta redução de cerca de 7% se comparado com o ano anterior.
Segundo ele, o trabalho integrado das forças policiais e os investimentos em tecnologia são reflexo dessa queda. “É o menor indicador da série histórica desde 1996”.
No entanto, ele diz que a missão em reduzir é permanente e vai não só do trabalho das forças de segurança, mas também da necessidade de se estabelecer a cultura da paz, com a participação de toda a sociedade. “Parece que cada vez mais as pessoas estão se sentindo livres para agredir as outras. Respeito é fundamental”.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Douglas Caus, diz que a polícia está atenta e tem verificado locais e causas para intensificar as operações de abordagens.