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Polícia

MPES pede anulação de júri que iria julgar suspeita de envenenar médico em Vitória

Júri popular que julgaria a ex-secretária acusada de envenenar o médico Vítor Murad com arsênio em Vitória é dissolvido

Bruna Garcia Barbosa Marinho é acusada de enevenar o cardiologista Vítor Murad

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  • O MPES pediu a anulação do júri que julgaria Bruna Garcia Barbosa Marinho, acusada de envenenar o cardiologista Vítor Murad com arsênio, no Fórum de Vitória, na noite de 26.
  • O juiz dissolveu o Conselho de Sentença por considerar a defesa insuficiente, determinando novo julgamento com jurados e data a serem definidos.
  • Antes da anulação, Murad, 91, prestou depoimento debilitado, afirmando que o caso não seria apenas tentativa de homicídio e que se sentiu traído por quem considerava próxima.
  • Bruna foi presa em outubro do ano passado após investigação de um ano; o arsênio foi encontrado no depósito da clínica na Praia do Canto, com nota fiscal em nome do marido, que foi liberado ao provar desconhecimento.

O júri popular que iria julgar a ex-secretária do médico Vítor Murad, por suspeita de envenenamento, foi anulado na noite desta segunda-feira (26). Bruna Garcia Barbosa Marinho é acusada de enevenar o cardiologista de 91 anos com uso de arsênio no consultório dele, em Vitória. 

Segundo o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), o juiz determinou a dissolução do júri após considerar que a defesa da acusada era insuficiente. 

Com a dissolução do júri, um novo julgamento será marcado, com a escolha de outros jurados e data a ser divulgada futuramente. 

Depoimento

Antes da dissolução do Conselho de Sentença, o médico Vítor Murad prestou depoimento. 

Segundo informações da repórter Manoela Machado, da TV Tribuna/Band, debilitado, o médico precisou de ajuda para se sentar diante dos jurados, no Fórum de Vitória.

Durante o depoimento, Murad afirmou que não considera o caso apenas uma tentativa de homicídio. “Ela estava me matando, é diferente. Não tava tentando, tava matando, entende? Uma menina que eu tinha muita consideração por ela, pela família dela, me traiu covardemente. Eu tive sorte e não morrer”, declarou.

Acusação

Segundo a acusação, o médico teria sido enveneado pela ex-secretária de forma sistemática, com pequenas doses da substância misturadas a alimentos consumidos pelo médico. Bruna foi presa em outubro do ano passado, após cerca de um ano de investigação.

O arsênio foi encontrado no depósito da clínica onde ela trabalhava, na Praia do Canto, e a nota fiscal da compra estava em nome do marido dela. Ele chegou a ser preso, mas foi liberado após demonstrar que não sabia da aquisição.

Bruna trabalhava na clínica desde 2013 e, conforme o processo, tinha acesso às finanças do local. A investigação apontou ainda um desfalque superior a R$ 500 mil. O desvio é investigado separadamente.

Para o Ministério Público, os laudos comprovam o envenenamento e apontam que os sintomas desapareceram depois que Bruna deixou o trabalho. “A prova é robusta, temos provas suficientes para a condenação”, disse o promotor Leonardo Augusto César.

A acusação também rebateu a tentativa da defesa de levantar suspeitas sobre a atual esposa do médico, por causa de um testamento e de um seguro de vida. Segundo o promotor, os documentos foram feitos depois do período apontado como de envenenamento e não há provas contra a mulher.



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