- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Anúncio
Polícia

Pesquisadora é assaltada dentro da Ufes

Uma pesquisadora de 36 anos foi assaltada por dois bandidos, dentro do campus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) em Goiabeiras, ...

Última atualização

Uma pesquisadora de 36 anos foi assaltada por dois bandidos, dentro do campus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) em Goiabeiras, Vitória. Os criminosos estavam armados com uma espingarda e surpreenderam a vítima dentro de uma sala de aula, na área do campus que fica próximo ao manguezal.

A ação dos criminosos aconteceu por volta às 16h50, quando a pesquisadora se preparava para ir embora. Ela contou que outros dois colegas haviam acabado de sair da sala quando ela foi rendida pelos bandidos.

“Eu fiquei para trás para desligar meu computador e demorei cerca de dois minutos, só que antes de desligar o equipamento fui ao banheiro, que fica dentro da sala, quando saí vi os dois bandidos se aproximando pelo manguezal”, contou.

Segundo ela, os bandidos entraram na sala e na tentativa de fazê-los ir embora logo, ela jogou o celular na direção deles. Mas mesmo assim eles entraram e a mandaram ficar calada e não correr.

“Obedeci e disse a eles: ‘tem um computador ali, se vocês quiserem podem pegar’. Mas como era um equipamento comum, eles não quiseram e acabaram levando a minha bolsa antes de fugir”, disse.

A pesquisadora falou que depois que os bandidos saíram da sala, ela foi até o computador e pelo aplicativo de mensagens avisou a amigos que tinha sido assaltada. Depois de se certificar que eles tinham ido embora, ela saiu da sala e correu em busca de ajuda.

“Fiquei preocupada porque as chaves do meu carro estavam dentro da minha bolsa e pensei em chamar a polícia. Mas fui desmotivada por um segurança patrimonial que me disse que de nada iria adiantar, pois a polícia trataria ‘apenas como mais um assalto dentro do campus’ e nem faria buscas”, falou.

Pós-doutoranda em Engenharia Ambiental, a pesquisadora, que está na Ufes há 10 anos, pontuou que mesmo antes do assalto não se sentia segura dentro do campus. “Imaginei que pudesse acontecer comigo também e todos os dias eu aviso a todo mundo para evitar ficar ali sozinhos, sou a que mais alerta aos colegas sobre essa questão da falta de segurança. Era uma tragédia anunciada”, concluiu.

Por nota, a Secretaria de Comunicação da Ufes informou que só tomou conhecimento do assalto através da reportagem. Devido ao fato da pesquisadora não ter acionado a segurança da universidade, não foi possível saber se o crime foi registrado por alguma das 400 câmeras que existem campus, segundo a Ufes.

“O órgão informou que o campus foi incluído na rota da Polícia Militar desde o último dia 18 e que desde então têm sido realizadas rondas diariamentes no campus. Entretanto, a definição dos horários destas rondas fica a cargo da PM. A Ufes orienta a toda comunidade universitária que em caso de furto ou roubo, a segurança da universidade seja sempre acionada através do aplicativo ‘Alerta Ufes’, que pode ser utilizado pelo celular, ou pelo telefone. O aplicativo, criado desde o ano passado, envia um chamado a central de videomonitoramento que aciona a equipe de segurança que estiver mais próxima ao local do acionamento”, informou a nota.

Reportagem: Katherine Paiva

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.