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Vizinha diz que assassinou caminhoneiro

Schirley da Silva Correia contou à polícia como cometeu o crime. Foto: Tais de Hollanda Excesso de bebida foi uma das causas que a acusada, a dona de ...

Última atualização

Schirley da Silva Correia Schirley da Silva Correia contou à polícia como cometeu o crime. Foto: Tais de Hollanda

Excesso de bebida foi uma das causas que a acusada, a dona de casa Schirley da Silva Correia, de 36 anos, apresentou à polícia para ter provocado queimaduras em Paulo Lorenzini da Silva, de 49 anos. O caminhoneiro teve partes do corpo, como costas e cabeça, queimadas em 22 de outubro e morreu no dia 30 do mesmo mês. O crime foi em Vila Independência, Cariacica.

O titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Cariacica, delegado Marcelo Cavalcanti contou que a acusada se entregou em 27 de outubro. “Ela chegou com advogada. Schirley e Paulo se conheciam há 12 anos. Os filhos frequentavam a casa um do outro. Ela se mostrou arrependida e disse que já tinham bebido muito”.

Dos detalhes ocorridos no dia do crime, o delegado ressaltou que Schirley e o marido acompanharam Paulo e a mulher até a casa de uma amiga em Vila Capixaba, no mesmo município. Eles foram ao local no caminhão da vítima para poder recolher entulhos que seriam dispensados em Bubu. “Ela disse que os cinco começaram a beber meio dia até o fim do serviço, 18 horas. E que Paulo nem teve condições de dirigir, foi o marido dela quem dirigiu. Eles quiseram parar para beber e elas não concordaram”.

Houve uma discussão no bar em que eles pararam para beber. “Com a discussão, a mulher de Paulo resolveu ir embora a pé e Schirley foi de ônibus. Ela contou que durante a discussão levou um tapa no rosto de Paulo. Mas o marido dela não confirma isso”.

A acusada foi até a casa da vítima e avisou à filha de Paulo que iria queimá-lo. “Quando ele chegou de caminhão, ela nem esperou ele sair. Estava com um frasco de álcool 70, que ela mesma entregou e um isqueiro. Lançou nele e o queimou. Depois fugiu”.

Ela foi indiciada por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. A polícia pediu nessa quinta-feira (30) a prisão preventiva dela”.

Reportagem: Tais de Hollanda

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