O governo do Estado vai entrar com uma ação contra as empresas que fizeram o projeto do Terminal de Itaparica e executaram a obra. São elas a Nastás, Bertolucci & Círico Arquitetos (NBC) – responsável pelo projeto – e a Imbeg – Imbé Engenharia – que construiu o local.
O Terminal está interditado desde o sábado (21), por conta de problemas estruturais no teto central. Não há prazo para o retorno das atividades. As linhas que lá operam foram remanejadas para a rodoviária de Vila Velha, o Terminal do Ibes e o Terminal de Vila Velha.
Segundo o procurador-geral do Estado, Alexandre Nogueira Alves, o governo vai “buscar o ressarcimento dos prejuízos causados em virtude da má execução do projeto e da obra”.
A subprocuradora-geral do Estado para assuntos administrativos, Juliana Paiva Faria, explica que essas empresas firmaram contrato e assumiram responsabilidades.
“O laudo já mostra um pequeno erro de projeto e um erro de execução, não foi feito de acordo com o projeto. O Estado por dever de ofício tem de buscar o ressarcimento”, afirmou.
De acordo com o secretário de Estado dos Transportes e Obras Públicas, Paulo Ruy Carnelli, a construção do Terminal custou R$ 8,3 milhões.
“Estamos levantando a parte que vamos ter de ressarcir, que é a estrutura metálica que suporta o telhado. Ainda não sabemos o valor do dano”, contou.
Não haverá uma licitação para a reforma do Terminal. Será uma obra de emergência, segundo o secretário.
A reportagem ligou para as empresas mencionadas, mas não teve retorno.
A partir desta terça-feira (24), mais 15 ônibus irão reforças as linhas com atrasos.
A reportagem completa sobre a situação do Terminal de Itaparica você lê no jornal A Tribuna desta terça-feira.