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Novidades que vão mudar vida em casa e no trabalho

Carros personalizados produzidos em impressoras 3D. Seres humanos com biochips implantados no corpo e conectados diretamente à internet. Geladeira ...

Os chuveiros mais modernos têm conquistado os clientes. Entre eles, o primeiro chuveiro com rádio e MP3 do Brasil, que funciona com controle remoto.

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Os chuveiros mais modernos têm conquistado os clientes. Entre eles, o primeiro chuveiro com rádio e MP3 do Brasil, que funciona com controle remoto. (Foto: Kadidja Fernandes/ AT)

Carros personalizados produzidos em impressoras 3D. Seres humanos com biochips implantados no corpo e conectados diretamente à internet. Geladeira conectada com o supermercado e os produtores, que sabe quais alimentos estão faltando, faz as compras e até manda produzir.

Parece ficção, mas não é. Esses são alguns exemplos do que a tecnologia irá proporcionar à sociedade, mudando a vida em casa e no trabalho. Segundo especialistas, facilidades assim estão prestes a virar realidade para o consumidor.

Os eletrodomésticos já têm tecnologia que permite se conectar e criar dados sobre o conforto do usuário, assim como hábitos de consumo. Com essas informações, eles poderiam fazer compras, automaticamente, para a família, segundo o professor do departamento de tecnologia industrial da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Luciano Raizer.

“Já temos tecnologia para isso. O que falta é a conexão. A sociedade poderá ter uma série de benefícios na vida, especialmente vindo aí a internet 5G”, destacou Raizer, ao prever que as mudanças devem ocorrer de forma drástica dentro de um período de cinco anos.

André Gomyde, futurista e presidente do Instituto Brasileiro de Cidades Inteligentes e Humanas, enfatizou que já está em fase de teste um chip que será instalado no pulso dos seres humanos.

“Ele terá um código padronizado para identificar o usuário. Por meio dele, qualquer coisa poderá ser feita. Em vez de usar o cartão de crédito e aproximar da máquina, você vai aproximar o pulso. Este é só um exemplo”, afirmou.

Rodrigo Dessaune, sócio da ISH Tecnologia, destacou que em 10 anos a sociedade terá casas completamente inteligentes, que aprendem com o uso e vão entendendo a preferências dos moradores: “Você vai acordar e sua cama vai avisar à cafeteira, que já vai começar a preparar o seu café.”

Para quem está cansado das atividades domésticas, a notícia é boa: “A casa vai ser autolimpante. Essa tecnologia vai estar embutida nos próprios materiais, no tapete, no sofá, por exemplo”, disse.

Ele contou que os próprios elétrodomésticos vão prever qualquer problema e se conectar com empresas para realizar manutenção.

Identidade será o padrão mental de cada indivíduo

O século XXI está trazendo uma série de mudanças tecnológicas. Assim como em décadas atrás seriam impensável a existência de algumas tecnologias que existem hoje, nu futuro teremos novidades que sequer os consumidores podem imaginar.

O ser humano vai mudar completamente sua forma de se relacionar com as coisas, de acordo com Guilherme Azevedo, responsável pela criação e desenvolvimento dos produtos da Sigmais IoT Company.

Para ele, daqui há 40 anos, a carteira de idade de cada um será muito diferente da que conhecemos hoje, por exemplo. “O conjunto do nosso padrão de onda mental será a nossa identidade para realizarmos transações financeiras, acesso à computadores, etc”.

Ele destacou que a tecnologia já está andando, mas é preciso uma mudança cultural. Exemplificou ainda como algumas atividades ficarão mais simples. “Dispositivos vestíveis conectados à internet das coisas irão monitor o uso das roupas e emitirão pedidos quando se desgastarem”.

Ele também revelou: “Acessar à internet será uma expressão que não fará mais sentido. Estaremos organicamente conectados desde de o nascimento, formando um todo, constituído de elementos (pessoas e coisas) que interoperam produzindo conhecimento em uma escala inimaginável”.

“Diploma vai ser só pedaço de papel”

Em um mundo conectado pela internet das coisas, como fica o mercado de trabalho? A questão divide especialistas. Contudo, eles apontam que o conhecimento adquirido por conta própria será cada vez mais valorizado pelas empresas.

Luciano Raizer explicou uma das possibilidades com o grafeno: paredes que decidem sobre a própria limpeza (Foto: Dayana Souza - 15/10/2019)Responsável pela criação e desenvolvimento dos produtos da Sigmais IoT Company, Guilherme Azevedo explicou que em cerca de 20 anos, a formação formal como existe hoje vai chegar ao fim para algumas profissões.

“Essa formação em que uma instituição te confere um pedaço de papel dizendo que você sabe fazer aquilo vai acabar. Vamos aprender o tempo todo. O que importa é o que você sabe e não diploma que você tem”, diferenciou.

Ele destacou que algumas grandes empresas a nível mundial já contratam dessa forma, buscando pessoas que são capazes de resolver determinados problemas. “Talvez algumas profissões permaneçam assim por causa da segurança, mas outras não”.
Nesse futuro, segundo ele, não haverá mais a presença do chefe e nem o trabalho na empresa.

“Teremos pessoas responsáveis por coordenar e equipes distribuídas geograficamente no mundo inteiro. As reuniões serão feitas por holograma. O ser humano não precisa do corpo, mas da percepção do seu colega de trabalho”.

Rodrigo Dessaune, sócio da ISH tecnologia, explicou que os profissionais serão cada vez mais multidisciplinares. “As formas paralelas de aquisição desse conhecimento serão mais valorizadas”. Já sobre a educação formal, ele acredita que “alguma forma de educação formal sempre vai ter, por causa do relacionamento humano”.

Ele deu uma dica para quem ainda não sabe o que vai estudar e quer se tornar um profissional bem-sucedido no futuro.

“Vamos ver os crimes cibernéticos sendo muito mais relevantes e trazendo mais prejuízos. Precisamos trabalhar na configuração e proteção desses dispositivos diversos”. Ele citou o cibercrime e ciberterrorismo.

Especialistas destacam que as máquinas cada vez mais vão realizar atividades mais complexas. Contudo, a criação sempre vai ser função do homem. A partir disso ela poderão fazer a reprodução. Por isso, essa habilidade será ainda mais valorizada.

Tudo poderá ser um computador

Estão sendo realizadas pesquisas avançadas a respeito da aplicação do grafeno (material composto por átomos de carbono) em superfícies. O grafeno é o material mais fino e mais condutor que existe e tem possibilidades de utilização que o colocam em evidência em relação ao futuro da tecnologia.

O material, quando isolado corretamente, dota superfícies de capacidade de processamento transformando, por exemplo, uma parede em um computador.

Luciano Raizer, professor do departamento de tecnologia industrial da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), explicou que o recurso possibilita atividades de forma programável. Citou, por exemplo, que dotada dessa capacidade de processamento, a parede pode avisar que está suja e levar à superfície um grau de decisão para que a limpeza seja feita.

Rodrigo Dessaune, sócio da ISH tecnologia, destacou que já há estudos que apontam que em 5 anos , cada pessoa deva ter 3O dispositivos conectados à internet. Ele lembrou que às vezes o consumidor nem se dá conta disso. Além do celular, do computador, já tem a TV e o carro conectados. Mas nem para para pensar sobre o assunto.

Ele destacou que com tudo que a tecnologia tem para oferecer, a vida vai ficar mais interessante. “Vai sobrar tempo para as pessoas produzirem mais, se divertirem mais”, avaliou.

Música no chuveiro

Kaio Pontini, 29 anos, é gerente da seção de sanitários e encanamentos de uma grande loja em Vitória e contou que os chuveiros mais modernos têm conquistado os clientes. Entre eles, o primeiro chuveiro com rádio e MP3 do Brasil, que funciona com controle remoto.

“Os clientes querem testar o controle remoto, ouvir a altura do som, são muito curiosos quanto a isso. É um chuveiro mais caro, mas muito atrativo e que tem boa saída”, salientou.

Ele destacou que a cada ano surge uma tecnologia nova, e as pessoas têm investido mais no conforto dentro de casa.


O QUE VEM POR AÍ


Até 2025

Informação no vaso sanitário

Com um dispositivo instalado no vaso sanitário dos clientes, laboratórios vão avaliar se eles estão com algum problema de saúde que pode ser identificado pelas necessidades fisiológicas. O recurso existe em alguma cidades da Europa e tende a ser realidade no Brasil nos próximos anos.

Controle de pandemia

Trata-se de uma tecnologia que permite uma testagem para a Covid-19 rápida, em diversos pontos da cidade, com resultado em 15 minutos, possibilitando um controle rigoroso e isolamento preciso sem precisar fechar a cidade toda. Sistema foi desenvolvido por um brasileiro e ainda vai ser testado no Brasil.

Supercomputador

Para ter um supercomputador hoje não é mais necessário ter a estrutura física da máquina superpotente. É possível ter acesso a uma grande capacidade de processamento na nuvem, utilizando para isso, por exemplo, o celular e uma chave de acesso. Nos próximos anos esse uso tende ser mais disseminado, por ser mais barato que uma máquina potente. Mas ainda há o problema de infraestrutura tecnológica e conectividade.

Leitura de mente

Um dispositivo foi criado para fazer a leitura da mente humana. Ela age captando sinais do cérebro quando cruza o córtex visual e traduz em comandos digitais. Ele foi apresentado na feira de eletrônicos CES, que acontece em Las Vegas, este ano.
Geladeira mais inteligente

A tendência é que a geladeira faça cada vez mais coisas sozinhas, como passar a reconhecer todos os alimentos que estão ao seu interior e repassar informações. Hoje ela reconhece apenas alguns.

Já estão nas lojas refrigerador com conexão wi-fi, tela touchscreen de 21,5 polegadas na porta, comando de voz, integração com aplicativos e gerenciamento de alimentos. Esse é apenas um dos exemplos de como as geladeiras estão ficando cada vez mais tecnológicas.

Chuveiro inteligente

O segmento vem ganhando cada vez mais diferenciais, como controle de água e avaliação do consumo durante o banho. Além disso, há chuveiro com mudança de cor da água de acordo com a temperatura e chuveiro que toca rádio e música. A tendência é de que novas alternativas surjam nos próximos anos, facilitando ainda mais a vida dos consumidores.

Drone para entregas

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou entregas via drone de produtos comprados pela internet no Brasil. No País, estão sendo realizados os testes para colocar esse tipo de entrega em prática. É necessária uma regulamentação, mas em cerca de dois anos já pode ser algo comum no dia a dia dos brasileiros.

De 2026 a 2030

Carros impressos em 3D

O carro do futuro vai ser personalizado, de acordo com a cor, o tamanho e outras especificações que o cliente desejar, desde que não interfira na segurança, aerodinâmica e outros aspectos necessários que devem ser mantidos no automóvel.

Veículo autônomo

Os carros autônomos, que não precisam de um motorista para serem conduzidos, já existem. Contudo vários aspectos interferem para que ele não seja uma realidade comum nas ruas. Entre eles, as questões legais. Se um carro autônomo atropela alguém, por exemplo, quem será responsabilizado? Além disso vem o lado cultural e a estrutura de conectividade.

Casa autolimpante

Os produtos já vão ser feitos com tecnologia autolimpante, tornando a casa capaz de fazer sua própria higiene.

Lar conectado

A casa será toda conectada e não exigirá muito do homem para sua manutenção. Quando um morador chegar na residência após um dia fora, por exemplo, ele já vai entender e se antecipar às necessidades dele. Além disso, vai reproduzir ações de acordo com a rotina daquela família que vive nela.

De 2031 a 2040

Geladeira faz compras

A geladeira vai se tornar ainda mais útil. Hoje ela não reconhece todos os itens que comporta, mas a tendência é que em 10 anos ela não só reconheça como também faça o pedido para o supermercado daqueles produtos que estão para acabar.

Próteses avançadas

Com o avanço da tecnologia, o uso de próteses pode ganhar novos contornos. Além de seu uso tradicional, ela também deverá dar superpoderes aos homens, permitindo o uso de tecnologias junto ao corpo. Um exemplo é acrescentar um drone a uma prótese do braço, como fez um jovem em Londres.

Fábricas inteligentes

As próprias fábricas vão, a partir da programação humana, fazer todo o trabalho. A tecnologia para isso já existe, mas é necessário que faça parte da cultura e que seja viável.

Produção por demanda

As indústrias produzirão exatamente o que for consumido. Ao retirar um produto da embalagem monitorada por dispositivos com internet das coisas, os próprios itens informarão à cadeia produtiva que ela deve produzir outro.

Biochip

O implante de biochip na pele, embora já exista, deve demorar ainda para se tornar uma realidade presente no cotidiano da maioria das pessoas. Para esse tipo de mudança, é necessário uma transformação cultural, além da viabilidade e tecnologia.

A partir de 2040

Geladeira demanda produtor

A geladeira estará ainda mais eficiente. Além de identificar os produtos e acionar o supermercado quando estiver para acabar algo, ela também vai acionar o produtor.

Será capaz de mensurar os dados de consumo de cada família e enviar ao produtor de arroz, por exemplo, as informações sobre o quanto ele tem que produzir para suprir aquela necessidade. A expectativa é de que isso aconteça nos próximos 50 anos.

Corpo conectado

Os indivíduos terão biochips implantados no corpo, integrando o corpo com a tecnologia. A ideia do celular como o aparelho conhecido hoje não existirá mais, já que o ser humano vai viver a prática da realidade aumentada. A expectativa é de que isso aconteça em 30 anos.

Vida Monitorada

Com todo um sistema de saúde integrado e chips implantados pelo corpo, o ser humano e os animais de estimação terão a vida monitorada.

Ao passo que, se um animal passar mal e o dono não tiver em casa, ele será socorrido pelo sistema de saúde, que terá um código para liberar a fechadura da casa, e tratá-lo.

O dono será comunicado sobre onde poderá encontrar seu pet. A expectativa é de que isso aconteça nos próximos 20 anos.
Identidade mental

A identidade humana será o nosso padrão de “onda mental” de cada um. Essa será a nossa chave para realizarmos transações financeiras, ter acesso a computadores, etc. A tecnologia já está em andamento, mas é preciso uma mudança na cultura para que isso aconteça. A mudança é esperada nos próximos 40 anos.
presença por holograma

Em 50 anos, a sociedade irá participar de reuniões e encontros por meio de hologramas, forjando assim aproximações que, por vezes, podem até ser com uma personalidade criada em um computador.

Grafeno

Existem pesquisas avançadas que mostram que a aplicação do grafeno em superfícies faz com que elas sejam dotadas de capacidade de processamento.

Ou seja, é como se virasse a tela de um computador. Dessa forma, a parede de uma casa ou outros objetos podem se tornar telas.

Casa segura

Embora uma casa conectada fique mais insegura do ponto de vista da cibersegurança, ela fica mais segura, por exemplo, em relação a incêndios e outros tipos de acidentes, já que ela pode ser programada para entrar em ação caso aconteça ou para prevenir.

Fonte: Guilherme Azevedo, responsável pela criação e desenvolvimento dos produtos da Sigmais IoT Company; André Gomyde, futurista e presidente do Instituto Brasileiro de Cidades Inteligentes e Humanas; Luciano Raizer, professor do departamento de tecnologia industrial da Ufes; Rodrigo Dessaune, sócio da ISH Tecnologia.

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