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Cidades

Passageiros pedem controle de pombos na Rodoviária de Vitória

Relato de passageira atingida por fezes na Rodoviária de Vitória expõe incômodo com pombos e reforça cobrança por controle seguro das aves.

Rodoviária de Vitória

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  • Passageiros da Rodoviária de Vitória denunciam incômodo causado pela grande quantidade de pombos no local e pedem controle biológico.
  • Maria de Lourdes Barroso, 62 anos, foi atingida por fezes de pombos ao desembarcar de um ônibus na madrugada de 13 de outubro.
  • Ela buscou atendimento médico por temer contaminação, mas não recebeu diagnóstico de infecção.
  • Usuários solicitam que a Ceturb‑ES adote medidas para reduzir a presença das aves na rodoviária.

A quantidade de pombos que circula pela Rodoviária de Vitória tem incomodado passageiros que passam pelo local, que pedem por medidas para controle biológico dos pombos.

A cabeleireira Maria de Lourdes Barroso, de 62 anos, é uma das que solicitam a medida. Ela foi atingida por fezes das aves ao desembarcar de um ônibus, na madrugada do dia 13 de outubro, quando retornava de uma viagem.

“Fui atingida na cabeça, no rosto e nas roupas. Eu não conseguia enxergar, precisei pegar uma fronha do travesseiro que meu filho levava para limpar meus óculos. Ainda tentei me limpar no banheiro”, contou.

Maria de Lourdes relata ainda que decidiu procurar um médico por receio de contrair alguma doença. Segundo ela, não houve diagnóstico de infecção relacionado ao episódio. “O médico disse que se aparecesse algo estranho eu deveria retornar”, conta.

A passageira afirma que percebeu outros pombos na rodoviária e reclama das condições de limpeza em uma das plataformas. Para ela, é necessário divulgar o problema e adotar medidas para evitar novas ocorrências.

Em nota, a Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb-ES) informou que está em curso a contratação de uma empresa especializada para realizar o manejo de pombos nos terminais do Transcol e na Rodoviária de Vitória.

Segundo a companhia, o serviço será integrado às ações de controle de pragas e terá como objetivo reduzir a presença das aves de forma segura e em conformidade com a legislação ambiental.

A Ceturb ressaltou que o controle deve respeitar as normas vigentes, sem extermínio ou práticas que caracterizem maus-tratos.

A empresa, porém, não detalhou quais técnicas serão utilizadas nem informou se a falcoaria, método adotado pelo Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam-Ufes), está entre as alternativas avaliadas.



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